Ambiente e Energia

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Ambiente 

As questões ambientais ganharam particular proeminência na segunda metade do século XX. O acentuado crescimento da população mundial, bem como a ânsia de melhor nível de vida, têm criado elevadas pressões sobre os recursos naturais, matérias-primas, o solo, a água, o ar e os ecossistemas em geral. O uso intensivo de produtos químicos, se por um lado trouxe elevados benefícios aos padrões de vida, por outro lado, os níveis de poluição que estão associados à sua produção são por vezes muito elevados. Actualmente, os mecanismos de transporte e as transformações que o produtos químicos podem sofrer a nível ambiental, bem como o impacte que podem ter na saúde humana, estão muito melhor estabelecidos do que até alguns anos atrás. Deste modo, é recomendável que as fases de projecto de processos e produtos integrem também objectivos ambientais.

A indústria química tem contribuído para a geração de efluentes líquidos e gasosos contendo substâncias tóxicas, bem como de resíduos sólidos perigosos que, lançados directamente ou indirectamente sem qualquer tratamento no meio ambiente, podem provocar grandes desequilíbrios ecológicos.

Poluição de recursos hidrícos e poluição atmosférica
Figura 01: Poluição de recursos hídricos e poluição atmosférica.

Os engenheiros químicos que projectam e aplicam os seus conhecimentos de engenharia em diferentes segmentos do sistema industrial, têm um papel fundamental no sentido de apresentarem soluções ambientais para prevenir e minimizar os impactes negativos resultantes das diferentes etapas do ciclo produtivo. As actividades a desenvolver a este nível são diversas, e vão desde a intervenção a nível do controlo dos efluentes baseados em tratamentos de fim-de-linha, passando pela definição de programas de prevenção da poluição, pela implementação de conceitos como produção mais limpa e eco-eficiência, até a estratégias mais refinadas de estudar a interacção entre a produção industrial e o meio ambiente. Estas últimas linhas de actuação, que tem a ver com a redução das emissões causadas pelos processos químicos tem ganho considerável importância nos objectivos das empresas, que são obrigadas a melhorar a vertente tecnológica e eficiência dos processos a nível energético e ambiental para garantir competitividade no mundo actual marcado pela globalização do mercado. Deste modo, novas competências profissionais são exigidas aos engenheiros químicos para aplicarem abordagens ambientais adequadas baseadas na introdução e integração de tecnologias mais limpas, uso de matérias-primas renováveis e metodologias para optimizar os processos de forma a eliminar ou reduzir o seu impacte ambiental.

Estratégia para uma produção limpa e eco-eficiente
Figura 02: Estratégia para uma produção limpa e eco-eficiente (adaptado de “A Handbook on Environmental Technology Management”, Edward Elgar Publications, Cheltenham, UK, 2007).

Outra linha de actuação é o reaproveitamento dos efluentes líquidos, de forma a diminuir a quantidade de água fresca usada como utilidade no processo fabril. Esta medida pressupõe algum investimento inicial ao nível do tratamento dos efluentes utilizando, por exemplo, processos de membranas, fotoelectroquímicos, desinfecção assistida por radiação ultravioleta, processos anaeróbios e outros de oxidação química avançada já disponíveis comercialmente. O retorno deste investimento pode ocorrer num período relativamente curto, principalmente nas situações em que a empresa tem elevados consumos de água fresca.

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Energia

Também as questões energéticas são da máxima importância para a sustentabilidade das sociedades modernas. A sobrevivência humana depende do fornecimento contínuo de energia cuja procura tem vindo a aumentar continuamente. As recentes subidas acentuadas dos preços do petróleo têm tido grandes repercussões ao nível das economias dos países com maior dependência energética, e tornam imperativa a alteração de mentalidades e práticas nos meios empresariais e sociais. Nos dias de hoje, enfrenta-se o dilema de como satisfazer as crescentes necessidades energéticas sem afectar negativamente o ambiente, assim como garantir o bem-estar das gerações actuais e futuras (conceito de desenvolvimento sustentável). A nível empresarial, estas questões assumem grande importância uma vez que os custos energéticos pesam nos encargos das empresas. Também aqui se abrem aos engenheiros químicos oportunidades para intervir no sentido de melhorar a eficiência energética dos processos, desenvolver tecnologias limpas e promover a utilização de energias alternativas renováveis, de modo a reduzir custos de produção e aumentar a competitividade económica nos mercados internacionais. O leque de energias alternativas para a substituição dos derivados do petróleo, como gasolina e diesel, compreende essencialmente aquelas provenientes de fontes que garantem sustentabilidade energética a longo prazo, nomeadamente a energia solar, a energia eólica, a energia das marés, a energia geotérmica, da biomassa, das mini-hídricas, dos biocombustíveis e de células de combustível.

Instalações portuguesas que produzem energia a partir de fontes renováveis
Figura 03: Instalações portuguesas que produzem energia a partir de fontes renováveis. Fonte: Portal das Energias Renováveis, http://www.energiasrenovaveis.com/.

A promoção das energias alternativas é uma das prioridades da política energética e ambiental da União Europeia, uma vez que constitui um factor decisivo para reduzir os gases com efeito estufa, possibilitando deste modo, o cumprimento do Protocolo de Kyoto. A Comunidade Europeia assinou aquele Protocolo em 1998, tendo os Estados-Membros assumido em conjunto o compromisso de redução das emissões em 8% entre 2008 e 2012. Portanto, é desejável que a longo prazo estas formas de energias sejam competitivas com as energias convencionais. Portugal é um país com elevada dependência do petróleo e com baixa eficiência energética em termos de consumo de energia final por unidade de produto interno bruto. No entanto, no presente destaca-se pela aposta que tem realizado ao nível do desenvolvimento da energia eólica para produção de energia eléctrica. A Figura 4 foi obtida com base nos dados e projecções publicados pela Direcção Geral de Energia (DGE) relativos ao período 2002 a 2010, e mostra claramente a forte aposta naquela forma de energia.

Investimento em produção de electricidade a partir de fontes de energia renováveis entre 2002-2010
Figura 04: Investimento em produção de electricidade a partir de fontes de energia renováveis entre 2002 – 2010. [Fonte: Metas indicativas relativas à produção de electricidade a partir de fontes de energia renováveis em Portugal, DGE, 2003]

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Links de Interesse:

http://www.eea.europa.eu/ (European enviromental agency)

http://www.epa.gov/ (U.S. Enviromental protection agency)

http://www.iambiente.pt/APA/index.htm e

http://www.inresiduos.pt/APA/index.htm (Agência Portuguesa do Ambiente)

http://www.idite-minho.pt/index.php (Portal do Ambiente e da Energia)

http://www.ipcc.ch/ (Painel Intergovernamental para as mudanças climáticas-IPCC)

http://www.iea.org/ (International Energy Agency)

http://ec.europa.eu/energy/index_en.html(Energy - EU)

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